IMPASSE

Obras da travessia urbana podem ser paralisadas novamente

A PRF e o Dnit não liberaram a construtora a interditar trecho e utilizar a via antiga, por falta de condições de trafegabilidade

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26 de Janeiro de 2012, 16h14

Obras da travessia urbana podem ser paralisadas novamente
Obras da travessia urbana podem ser paralisadas novamente

Trecho da via antiga, que PRF e Dnit alegam que está em condições precáriasUm impasse entre a Construtora Objetiva, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) pode paralisar mais uma vez as obras das BRs-163/364 na travessia urbana de Rondonópolis. A construtora solicitou à PRF na última terça-feira (24) a interdição do trecho que vai do antigo aeroporto ao posto da PRF por dois meses, desviando o tráfego para a antiga via. No entanto, tanto a PRF como o Dnit não permitiram a interdição, pois consideram que a antiga via está sem condições de trafegabilidade.

A interdição deveria ter sido iniciada ontem (25), mas até o momento o tráfego continua livre no trecho, depois que o inspetor chefe da PRF em Rondonópolis, Silvio Barcelos, encaminhou um ofício ao Dnit informando que a via antiga estava em condições precárias, o que poderia causar acidentes.

Segundo o engenheiro civil, analista de infraestrutura do Dnit, Marlon Pedrini, o órgão contratou uma empresa - Maia Melo Engenharia - para fiscalizar a execução das obras de travessia urbana em Rondonópolis. Conforme ele, a fiscalização identificou que a via antiga está realmente sem condições de trafegabilidade e que apesar da construtora alegar que promoveu melhorias, as adequações não reduzem os problemas.

Pedrini alertou que o Dnit é contra a utilização da via antiga e que, caso o tráfego seja liberado na via da mesma forma, o órgão não será responsável por nenhum acidente que venha a ocorrer no local, ocasionados pelas condições precárias.

Obras estão em execusão há mais de três anosA OBRA

A obra tem um orçamento de R$ 54 milhões para duplicação de um trecho de 13,5 quilômetros, conta com recursos federais e contrapartidas municipais e está há mais de três anos sendo executada, com vários períodos de paralisação.

PEDIDO DE FISCALIZAÇÃO

A execução das obras da travessia urbana também levantaram suspeitas dos vereadores, que pretendem realizar uma fiscalização no local. Na sessão da Câmara de ontem (25), os parlamentares apontaram problemas como má execução do serviço e demora na conclusão como os principais fatores que geram desconfiança sobre a condução das obras.

O OUTRO LADO

O site GazetaMT entrou em contato com a Construtora Objetiva, que não se manifestou sobre o assunto.

Já, o secretário Municipal de Infraestrutura, Urbanismo e Habitação, Ronaldo Sendy Iticava Uramoto, informou, por meio da assessoria de imprensa, que nesta sexta-feira (26) irá realizar uma visita às obras acompanhado de representantes da Construtora Objetiva para uma avaliação. Após a visita, Prefeitura e Construtora se reúnem para definir o que será feito.

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