Reação
Coligação de Ananias Filho vai propor ação criminal contra Percival Muniz
Advogado Gilmar D'Moura acusou adversários de formularem falsa denúncia de inelegibilidade para tumultuar processo eleitoral
17 de Julho de 2012, 00h31

A assessoria jurídica da coligação 'Todos Por Rondonópolis', que apoia a reeleição de Ananias Filho, anunciou que vai entrar com uma ação criminal contra o deputado estadual e candidato a prefeito Percival Muniz (PPS) por falsa notícia de inelegibilidade. O motivo é o pedido de impugnação impetrado na última sexta-feira pela assessoria de Muniz requerendo a impugnação da candidatura de Ananias Filho, por causa de uma multa aplicada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT) na época em que o atual prefeito presidia a Câmara Municipal.
Conforme o advogado Gilmar D'Moura, que coordena a assessoria jurídica da campanha, o TCE/MT aprovou as contas da gestão de Ananias Filho na Câmara e a multa refere-se ao pagamento de um adicional salarial estabelecido por uma lei que foi modificada posteriormente. O advogado explicou que os valores pagos a mais foram devolvidos pelo conjunto dos vereadores, cumprindo determinação do TCE/MT e do Ministério Público - que determinou o arquivamento do caso.
"Dar falsa notícia de inelegibilidade é crime, com punição prevista de seis meses a um ano de detenção. Todo mundo, inclusive eles, sabiam que não havia fundamento para requerer a impugnação. Acho que houve uma manifesta má fé por parte deles, com a intenção de tumultuar o processo eleitoral", disparou.
Segundo Gilmar de Moura a decisão de representar Percival Muniz criminalmente foi discutida com o comando da campanha, que autorizou a medida. A ação deverá ser impetrada ainda nesta semana, logo após a formalização do recurso contra o pedido de impugnação de Ananias Filho.
Vice-prefeita e vereadores
Gilmar D' Moura também informou que já apresentou recurso contra o pedido de impugnação da candidata a vice-prefeita Valéria Bevilacqua, apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). A defesa restringiu-se a encaminhar a documentação comprovando que Valéria havia se desincompatibilizado dentro do prazo legal, ao contrário do que alegou o MPE.
"Acho que este foi um natural equívoco do Ministério Público Eleitoral, provavelmente causado pelo excesso de trabalho neste período. Já encaminhamos a defesa comprovando que a Valéria Bevilácqua cumpriu todos os requisitos e está legalmente habilitada para a disputa. Não vejo problemas nesta situação", avaliou.
Já em relação aos pedidos de impugnação dos candidatos proporcionais, a assessoria só deverá se pronunciar ao final do prazo concedido para a defesa. Quase vinte candidatos a vereadores, a maioria do PSL, tiveram os pedidos de registros impugnados pelo MPE. Os motivos envolvem desde a dupla filiação, até a falta de documentos exigidos para o registro.
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