Sem consistência

Câmara descarta investigação sobre denúncias feitas em carta anônima

Em entrevista coletiva, o presidente Ibrahim Zaher (PSD) disse que carta traz apenas ataques pessoais contra secretário de Administração

por GazetaMT

11 de Janeiro de 2014, 08h25

Câmara descarta investigação sobre denúncias feitas em carta anônima
Câmara descarta investigação sobre denúncias feitas em carta anônima

Em entrevista coletiva, Ibrahim sustentou legalidade dos procedimentos internosA Câmara Municipal de Rondonópolis descartou por enquanto a abertura de uma investigação interna para apurar as denúncias feitas numa carta anônima, supostamente escrita por uma servidora da casa. Conforme o presidente Ibrahim Zaher (PSD), não há na carta indícios concretos de irregularidades para sustentar uma sindicância.

"Qualquer denúncia de ato ilícito nos preocupa, mas neste caso as acusações são vagas. Não há sequer indícios, a carta apenas ataca a pessoa do secretário de Administração. Se surgir algo novo estaremos prontos para apurar e fazer os esclarecimentos devidos, mas é preciso que haja materialidade. Não podemos iniciar uma investigação com base apenas em acusações pessoais", disse Ibrahim.

A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva realizada na tarde de ontem. Ibrahim reafirmou em parte as explicações dadas anteriormente pelo secretário Alessandro Brandão ao site GazetaMT e disse que a Cãmara tem atuado com lisura. Além de Ibrahim, também participaram os vereadores Roni Magnani (PP), Cláudio da Farmácia (PMDB) e Fábio Cardozo (PPS), este último responsável pela indicação do secretário.

"O Alessandro Brandão é rotariano, estudou no exterior e foi indicado porque preenche os requisitos para o cargo. Não há nada que desabone sua conduta. Não temos interesse em inocentar culpados, mas precisamos ter cuidado para não culpar inocentes", ressaltou Cardozo.

Fábio Cardozo disse que não há nada que desabone conduta do secretárioO parlamentar socialista disse ainda que meses atrás o secretário havia reclamado de pressões feitas por alguns servidores que não concordavam com as medidas de controle interno implantadas no ano passado. Fábio descartou motivações políticas, mas acredita que o descontentamento com as mudanças na rotina dos servidores pode ter motivado a confecção da carta.

"O texto é claramente voltado à ofensa pessoal. Tanto é assim que não cita valores, nomes de empresas ou mesmo as datas em que as supostas irregularidades teriam ocorrido. Até pensamos em abrir uma sindicância, mas o fato é que não há nenhum elemento concreto para sustentar uma investigação", afirma.

SIC
O presidente Ibrahim Zaher também destacou que todos os contratos firmados pela Câmara obedeceram a lei e estão disponíveis para consulta através do Sistema de Informação do Cidadão (SIC), que pode ser acessado no site do Poder Legislativo.

"As aquisições de produtos e serviços são feitas mediante a um processo regulado em lei, que é público e tem a participação de mais de 20 pessoas aqui na Câmara. Todos os contratos firmados estão à disposição da população e quem consultá-los verá que não houve superfaturamento ou manipulação", garante.

Ibrahim também descartou a possibilidade de que o secretário tenha agido de forma indevida com os servidores. Conforme ele, até o momento não houve nenhuma reclamação formal de servidores em relação a conduta de Alessandro Brandão.

"Se a autora desta carta anônima ou qualquer outra pessoa tiver algo de concreto contra esse ou qualquer outro secretário, pedimos que nos apresente. Não é preciso nem se identificar, a denúncia pode ser feita também anonimante no próprio SIC. Mas é preciso que haja consistência e responsabilidade na denúncia. Se houver algo concreto, certamente vamos apurar", concluiu Ibrahim.