Transparência

Rogério Salles critica obras do DNIT/MT e não vê problemas em 'CPI da travessia urbana'

Para o ex-prefeito a sociedade precisa descobrir porque o DNIT/MT 'é tão mais incompetente' que no resto do país

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28 de Abril de 2012, 01h09

Rogério Salles critica obras do DNIT/MT e não vê problemas em 'CPI da travessia urbana'
Rogério Salles critica obras do DNIT/MT e não vê problemas em 'CPI da travessia urbana'

O ex-governador e pré-candidato a prefeito de Rondonópolis pelo PSDB, Rogério Salles, defendeu uma ampla investigação sobre as irregularidades apontadas na obra da travessia urbana da BR-364. Rogério, que já foi prefeito do município, disse que a obra tem defeitos de origem e não vê óbice para a implantação de uma CPI para investigar o caso.

Ontem (27), após meses de espera, a Prefeitura entregou à Câmara uma cópia do laudo com os resultados de análises do pavimento recém-entregue da travessia urbana. Os exames foram feitos depois de denúncias apontando rachaduras e esfarelamento em um trecho da pista, que foi entregue no final do ano passado. A obra está paralisada desde fevereiro e, apesar das análises comprovarem falhas graves, o prefeito José Carlos do Pátio e alguns vereadores já se posicionaram contra a abertura de uma CPI na Câmara Municipal.

"Estamos vivendo uma situação emergencial e não se pode deixar nada sem apurar. O Poder Público deve ser transparente, não pode ter medo de ser investigado independente do meio escolhido para a investigação. Não há o que temer. A coisa pública tem que ser tratada publicamente", defendeu.

O ex-prefeito disse que as obras da travessia e também do viaduto na entrada de Rondonópolis são exemplos de ações públicas que já nasceram fadadas ao fracasso. O viaduto começou a ser construído ainda na gestão de Rogério como prefeito, em 1994, e até hoje não foi concluído. Já a obra da travessia foi licitada em 2008, iniciada em 2009 e parece que terá o mesmo destino.

"São obras mal planejadas, feitas sem levar em consideração o crescimento da cidade e o desejo das pessoas que aqui vivem. Mesmo que não houvessem falhas e irregularidades na execução, elas não atenderiam as necessidades do município", afirma.

DNIT
Na entrevista ao GazetaMT, Rogério Salles também chamou a atenção para a responsabilidade do DNIT nestas obras e, de um modo geral, na má qualidade das rodovias federais no Estado. Para ele, a sociedade precisa analisar melhor a situação e buscar entender o problema que impede ao DNIT de Mato Grosso alcançar a mesma eficiência vista em outros estados da União.

"É nítida a diferença na qualidade das rodovias federais em Mato Grosso em relação ao que vemos, por exemplo, em Goiás e Mato Grosso do Sul, que são vizinhos nossos. Precisamos descobrir porque o DNIT daqui é tão mais incompetente que os DNITs no resto do Brasil", destacou.

Para ele uma das explicações estaria na alta rotatividade no cargo de superintendente do órgão. "Salvo engano nos últimos nove anos o DNIT de Mato Grosso do Sul teve apenas um diretor. Aqui o cargo troca de dono, em média, uma vez a cada ano", reclama Rogério.

Nos últimos anos quase todos os superintendentes do DNIT foram nomeados pelo Governo Federal atendendo a indicações feitas pelas lideranças regionais do Partido da República (PR) - que antes se chamava Partido Liberal(PL).

 

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