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Candidatos a vereadores pedem e promotor aceita modificar projeto 'Dignidade Eleitoral'

Reunião durou cerca de três horas e houve polêmicas; sugestão de recolher material gráfico não foi discutida

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17 de Julho de 2012, 00h37

Candidatos a vereadores pedem e promotor aceita modificar projeto 'Dignidade Eleitoral'
Candidatos a vereadores pedem e promotor aceita modificar projeto 'Dignidade Eleitoral'

O promotor Ari Madeira teve dificuldade para convencer os candidatos a vereadores

O promotor Ari Madeira admitiu que terá de rever alguns pontos do projeto 'Dignidade Eleitoral' que já haviam sido acordados com os candidatos majoritários em Rondonópolis. A decisão atende aos pedidos feitos pelos candidatos a vereadores, que participaram de uma reunião com o promotor na tarde desta segunda-feira (16).

A principal alteração está relacionada a contratação dos chamados 'cabos eleitorais', pessoas que são pagas ou se apresentam voluntariamente para trabalhar nas campanhas dos candidatos. O acerto inicial previa que cada uma das alianças formadas para disputar a eleição majoritária teria direito a contratar mil cabos eleitorais, mas o novo texto deverá prever um limite de 10 cabos eleitorais por candidato a vereador.

O principal argumento dos candidatos é de que o acerto inicial prejudicava as coligações maiores, que tem mais postulantes na eleição proporcional. Como exemplo eles citaram a coligação que apoia Ananias Filho (PR), que pretende lançar 142 candidatos a vereadores, enquanto os apoiadores de Juca Lemos (PT) terão apenas 30 candidatos.

Ficou definido que as 10 contratações deverão incluir também as pessoas que se apresentarem voluntariamente, mas não impedirão os candidatos de contarem com o trabalho de amigos e parentes próximos.

Também deverá ser permitida a realização de carreatas, mas, neste caso, os candidatos só poderão oferecer benefícios - como combustível ou apoio financeiro- aos veículos e cabos eleitorais que já estejam cadastrados, e deverão declarar tudo nas respectivas prestações de contas.

As mudanças vão exigir uma nova reunião com os candidatos majoritários, ainda em data a ser definida. O promotor também informou que pretende realizar um novo encontro com os representantes dos partidos para discutir outros detalhes da eleição proporcional.

A reunião durou cerca de três horas e, apesar dos recuos, o promotor Ari Madeira avaliou o resultado positivamente. "O número de envolvidos (mais de 200 pessoas) complicou um pouco a discussão, que também foi afetada pelo clima de disputa que é natural neste período. Mas, no geral, houve um respeito ao Ministério Público e ao projeto Dignidade Eleitoral", disse Madeira.

Material Gráfico

A proposta de fazer o recolhimento do material gráfico (cartazes, santinhos etc.) que não for utilizado até a data permitida pela legislação acabou nem sendo apresentada. A sugestão havia sido encaminhada pela Justiça Eleitoral, mas, nos bastidores, recebeu forte oposição dos candidatos.

Segundo o promotor Ari Madeira, houve um entendimento com os candidatos a vereadores no sentido de se evitar o despejo das propagandas que sobrarem nos locais de votação - prática muito comum nas eleições anteriores.

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