Casas
Denúncia de cobrança de propina tumultuou sessão; secretário de Habitação prometeu apurar
Dona de casa disse que foi excluída por erro e gravou uma prima dizendo que funcionário da Secretaria recebia propina para liberar casas
05 de Dezembro de 2013, 01h47
Uma denúncia de cobrança de propina gerou um pequeno tumulto na sessão ordinária realizada ontem (04) na Câmara Municipal. A denúncia foi levada ao plenário pelo vereador Fulô (PMDB), durante a participação do secretário municipal de Habitação, Ildo Rodrigues. O secretário estava na Câmara atendendo uma convocação dos vereadores, justamente para explicar suspeitas de irregularidades na seleção de famílias para receber casas populares na cidade.
Conforme o vereador, a denúncia foi feita pela dona de casa Ana Cláudia. Ela alega que teve o nome excluído da lista de beneficiários do residencial João Antonio Fagundes por causa de um erro cometido pela Secretaria de Habitação e que, após isso, foi informada que poderia ganhar a casa se pagasse propina para um funcionário da mesma secretaria. O vereador afirmou que a denunciante teria uma gravação do pedido de propina.
A reportagem do GazetaMT tentou conversar com Ana Cláudia, mas foi impedida por uma pessoa que se apresentou como advogado da Secretaria de Habitação. Conversamos, porém, com parentes e também com o ex-namorado de Ana Cláudia, José Cícero da Silva. Eles confirmaram parcialmente as informações do vereador.
José Cícero contou que é ex-namorado da denunciante e que seu nome constou erroneamente como marido de Ana Cláudia, causando a exclusão dela na lista.
"Eles viram uma foto minha com ela no Facebook e acharam que éramos casados. A Ana Claudia só ficou sabendo disso sete dias antes do sorteio e tentou por diversas vezes corrigir o erro, mas não conseguiu. Depois ela gravou uma outra pessoa que disse que a coisa poderia ser resolvida se pagasse uma quantia para o funcionário lá da secretaria", disse.
A gravação foi feita em um celular e, segundo vereadores que ouviram o conteúdo, nela Ana Cláudia conversa com uma outra pessoa. Esta terceira pessoa, que não tem vínculo com a Secretaria de Habitação, seria uma prima da própria Ana Cláudia e não teve o nome revelado.
O secretário Ildo Rodrigues alegou que não tem como responder por todos os 140 servidores da pasta, mas assegurou que a denúncia será apurada com rigor.
"O nosso advogado já está se inteirando da situação e tomaremos as atitudes necessárias. Espero que essa pessoa tenha como provar e sustente a denúncia na Justiça. Se houver algum funcionário fazendo coisa errada, será responsabilizado. Mas, se a denúncia foi feita apenas para tentar me intimidar, também tomaremos as providências judiciais cabíveis", adiantou.
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