Problemas
Encontro que discutiu obras da Travessia Urbana durou mais de 4 horas e terminou sem solução
Participantes definiram duas novas reuniões, para discutir a adequação no projeto e também a solução de problemas emergenciais
01 de Maio de 2012, 06h32
O futuro da obra da travessia urbana será definido ainda nesta semana em duas reuniões, uma em Cuiabá e outra em Rondonópolis, Basicamente estas foram as únicas medidas aprovadas no encontro promovido ontem (30) na sede da ACIR, com a participação de todos os envolvidos na obra, e também de representantes da imprensa, da Câmara Municipal, da Câmara Federal e da sociedade organizada. A pauta incluiu ainda as obras do viaduto na entrada de Rondonópolis, a duplicação da BR 364 e a pavimentação da MT-040 - mas os problemas detectados no trecho recém-entregue da travessia foram o assunto principal do encontro, que durou mais de quatro horas.
A primeira reunião, entre representantes da Prefeitura e da Objetiva Engenharia (que ganhou a licitação da travessia), será realizada amanhã (02) e vai discutir medidas emergenciais em relação ao trecho de 500 metros que está sem asfalto nas proximidades da PRF. As duas partes deverão buscar uma solução para sinalizar o espaço e reduzir a poeira que praticamente impede a visibilidade em dias secos.
Apesar de autorizar os serviços de sinalização e as ações de combate a poeira no trecho sem asfalto, o DNIT já antecipou que não tem recursos para realizar o serviço. A empresa se prontificou a fazer, desde que seja remunerada pela Prefeitura. E é exatamente isso que as duas partes devem definir na reunião desta quarta-feira.
Já a reunião marcada para a quinta-feira (03) em Cuiabá, terá a participação do DNIT, dos membros do Comitê Pró-Rodovias (formado por representantes várias entidades e setores da sociedade Rondonopolitana). Além da celeridade no trâmite do novo projeto que será elaborado para a travessia urbana, esta reunião discutirá também a questão da conclusão do viaduto na entrada de Rondonópolis e o andamento do processo visando a duplicação da BR-364 entre Rondonópolis e Posto Gil. Esta discussão foi sugerida pelo deputado federal Wellington Fagundes (PR), que participará da reunião juntamente com deputados estaduais da região Sul.
Sem ilícito
O encontro na ACIR, que em muitos momentos teve ares de debate, colocou lado a lado o prefeito José Carlos do Pátio, o superintendente do DNIT/MT, Luis Antonio Garcia e o dono da empresa Objetiva Engenharia , Francisco de Sales Henriques. Todos negaram que tenha havido superfaturamento ou desvio de recursos, mas reconheceram que a obra tem falhas graves
"As falhas existentes não prejudicam o erário. Elas são decorrentes do subdimensionamento do projeto, que foi feito há mais de seis anos, e não há nada de ilícito. Por isso, precisamos investir numa pauta positiva, visando sanar os problemas e retomar a obra o mais rápido possível", defendeu José Carlos do Pátio.
A solução, segundo o prefeito, está na adequação do projeto atualizando dados sobre o fluxo da rodovia e corrigindo problemas como a espessura do pavimento (que tem menos da metade do padrão utilizado em outras rodovias federais). O problema é que o projeto precisará ser refeito sem aumento de custos e, mesmo assim, terá um trâmite lento na burocracia federal.
"Os técnicos da Prefeitura e do DNIT vão trabalhar juntos na elaboração, de modo a garantir uma aprovação rápida aqui em Mato Grosso. Depois o projeto será submetido a aprovação do órgão em Brasília. Esse processo pode durar meses se houver alterações nos valores, mudanças no Ministério dos Transportes ou qualquer outro fator externo que afete a dinâmica do DNIT.", disse o superintendente Luis Antonio Garcia,
Entre os 'fatos externos' estão, por exemplo, os possíveis desdobramentos da CPMI que investigará denúncias de corrupção que envolvem o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Caso o DNIT seja paralisado durante estas investigações, as soluções aguardadas para o projeto da travessia urbana podem nem sair neste ano.
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