Alerta
Travessia urbana precisará de mais investimentos em drenagem e obras complementares
Problemas de drenagem poderão comprometer todo o trabalho; prefeito vai estudar novo projeto para suprir omissões existentes no atual
01 de Maio de 2012, 17h35
A espessura prevista para o pavimento da travessia urbana da BR-364 em Rondonópolis não é o único problema existente no projeto da obra. Mesmo que o DNIT autorize e libere recursos para dobrar a espessura, aproximando o piso da travessia aos padrões existentes nas demais rodovias federais, ainda será preciso incluir no projeto obras de iluminação, passarelas e reforço na drenagem de pelo menos mais dois outros pontos. As informações foram confirmadas durante o encontro realizado na segunda-feira (30) na sede da Acir.
Segundo o proprietário da Objetiva Engenharia, Francisco Sales de Henriques, as falhas e omissões do projeto são de conhecimento do DNIT e também da Prefeitura de Rondonópolis. Elas também foram comunicadas à sociedade numa outra reunião, realizada em agosto do ano passado também na sede da ACIR.
"É fundamental resolver o problema do escoamento de águas pluviais nas imediações do Praia Clube e também do Distrito Industrial. Se as obras de drenagem não forem feitas, a pista estará ameaçada", alertou o proprietário da Objetiva, empresa que está executando o projeto atual.
Já a falta de iluminação e de passarelas não afetará as condições da pista, mas pode representar problemas sérios para quem passar por ela e também para os moradores dos bairros que vivem do outro lado da rodovia. A situação aumentará a insegurança e os riscos de acidentes no perímetro urbano da rodovia.
Solução
De todos os problemas apontados, apenas um, o traçado da ciclovia que vai margear a rodovia, poderá ser resolvido com adequações que não alterarão o custo previsto para a obra. Os demais vão demandar aditivos ao contrato, o que pode tornar a solução inviável devido a morosidade imposta pela burocracia.
"Se houver alterações que envolvam aumento de investimentos federais, além da aprovação da diretoria do DNIT precisaremos também fazer a previsão no orçamento da União - o que pode atrasar bastante o cronograma", alertou o superintendente do DNIT, Luís Antônio Garcia.
A afirmação de Garcia foi corroborada pelo único parlamentar federal presente na reunião, o deputado Wellington Fagundes (PR). Ele, que preside a comissão de Transportes da Câmara Federal, sugeriu que a Prefeitura providencie um novo projeto só para estas obras 'complementares'.
"É importante que este projeto comece a ser feito já, para que possamos trabalhar a liberação dos recursos visando a execução destas obras logo após a conclusão da travessia", sugeriu Fagundes.
O prefeito José Carlos do Pátio ouviu e prometeu avaliar a sugestão. Estimativas feitas pelo próprio parlamentar e também pelo diretor do DNIT, apontam que o processo entre a confecção do novo projeto e a liberação de recursos orçamentários dure pelo menos dois anos.
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