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MPF pede informações sobre travessia urbana ao DNIT e a Prefeitura de Rondonópolis

Prefeito Ananias Filho e o deputado federal Wellington Fagundes defendem as investigações do MPF

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19 de Maio de 2012, 01h55

MPF pede informações sobre travessia urbana ao DNIT e a Prefeitura de Rondonópolis
MPF pede informações sobre travessia urbana ao DNIT e a Prefeitura de Rondonópolis

O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofícios a unidade do DNIT em Mato Grosso e também a Prefeitura de Rondonópolis pedindo informações detalhadas sobre a obra da travessia urbana. Segundo a assessoria de comunicação do MPF os ofícios foram expedidos na tarde de ontem (18) e pretendem municiar a Peça de Informação - procedimento administrativo que antecede a abertura de inquérito.

A entrada do MPF no caso ocorreu a pedido do Ministério Público Estadual, que considerou-se não apto ao caso devido a rodovia e a maior parte dos recursos serem do Governo Federal. A obra da travessia urbana está orçada em cerca de R$ 53 milhões, sendo que R$ 18 milhões estão liberados numa conta da Prefeitura e quase R$ 27 milhões já foram pagos à empreiteira. A obra foi paralisada em fevereiro após a descoberta de irregularidades em um trecho recém-entregue, e não há previsão de quando será concluída.

O trecho havia sido entregue como pronto no final do ano passado, mas apresentou rachaduras e problemas de infiltração que impediram a continuidade do trabalho. Um relatório encomendado pelo DNIT e divulgado em abril deste ano mostrou os problemas foram causados por falhas no projeto e também na execução da obra. Até o momento ninguém foi responsabilizado pelas falhas.

A Câmara Municipal prometeu contratar um especialista para investigar o caso e, só após isso, deverá analisar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as irregularidades. A Prefeitura ainda aguarda o relatório da consultoria contratada para fiscalizar a obra, mas nega a possibilidade de desvio de recursos ou superfaturamento.

Repercussão

O prefeito Ananias Filho disse que ainda não recebeu nenhum comunicado oficial do MPF, mas mostrou tranquilidade em relação ao caso. Ele disse que também defende a transparência e não criará obstáculos as investigações.

"Vamos atender tudo. O que for solicitado, será enviado. Acho normal a atuação do MPF neste caso, é um direito deles", disse Ananias.

O deputado federal Wellington Fagundes (PR), um dos responsáveis pela inclusão da obra no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, também defendeu a investigação do MPF.

"Claro que tem que ser feita uma investigação, até para que não se impute responsabilidade a quem não tem. A responsabilidade nesse caso é das partes que assinam o convênio - o DNIT, que libera os recursos, e a Prefeitura, que executa a obra", destacou Fagundes.

 

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