Na Câmara
CEI para apurar irregularidades na obra da travessia urbana divide opiniões dos líderes do PR e PMDB
A proposta de abrir as investigações foi feita pelo vereador Milton Mutum (PSD) e já tem as assinaturas necessárias
08 de Julho de 2012, 04h00
Os líderes das duas maiores bancadas na Câmara Municipal tem posições divergentes sobre o funcionamento da Comissão Especial de Inquérito - CEI que será criada para investigar irregularidades na obra da Travessia Urbana da BR-364. Adonias Fernandes (PMDB) e Olímpio Alvis (PR) conversaram com a reportagem do GazetaMT nesta semana e apresentaram opiniões bem diferentes sobre o assunto, que deve render muitas discussões - dentro e fora do Legislativo Municipal.
A proposta de abrir as investigações foi apresentada pelo vereador Milton Mutum (PSD), que já conseguiu as assinaturas necessárias para forçar a abertura da comissão. Além do próprio Mutum, o documento foi assinado pelos vereadores João Gomes e Mohamed Zaher, também do PSD, e por Reginaldo Santos, do PPS. Com a aprovação de um terço dos parlamentares, o regimento obriga a Mesa Diretora a compor a comissão e promover a apuração num prazo de 60 dias.
Adonias Fernandes reagiu à proposta, acusando Mutum de agir de olho nas eleições. Apesar de afirmar que a renovação do convênio definida no mês passado pelo DNIT seja uma comprovação de que não há nada de errado na obra, Adonias diz que não se oporia à investigação em um outro momento.
"Estamos num período eleitoral e todos os vereadores, à exceção do José Márcio (PR), disputam a reeleição. Além disso os quatro vereadores que apresentaram o pedido de implantação da CEI são de partidos que apoiam o Percival Muniz. Isso não é coincidência, eles querem fazer um palanque eleitoral", acusa o líder do PMDB na Câmara
Sem temor
Olímpio Alvis, líder da bancada do Partido da República (PR), pensa de outra forma. Para ele a fiscalização dos investimentos públicos é direito e
dever dos vereadores. Olímpio disse que não assinou o requerimento porque o documento já dispunha do apoio necessário à instalação, e prometeu defender o apoio às investigações.
"Sou favorável, acho que quem não deve não tem porque temer. Não vejo problemas na fiscalização. Ainda vamos discutir isso na bancada, mas vou defender a tese de que precisamos fazer a investigação mais transparente possível", declarou Olímpio.
Além de Olímpio Alvis, o PR tem na Câmara os vereadores José Márcio Guedes e Hélio Pichioni - que preside a Casa. Já o PMDB conta, além de Adonias, com os vereadores Lourisvaldo Manoel de Oliveira (Fulô), Milton Gomes da Costa (Miltão) e Manoel da Silva Neto.
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